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Empatia

A empatia deixa suas marcas na vida e nos negócios.

Marcas atentas ao que as pessoas sentem, desejam e realmente valorizam são muito mais amadas e desejadas.

Zé Paulo Gomes 1 de abril de 2024 4 min de leitura

A empatia deixa suas marcas na vida e nos negócios.

Imagina a cena: você vai presentear um amigo secreto e não faz ideia de quem é a pessoa. Não sabe o que ela gosta, precisa e valoriza de verdade. Difícil, né? Agora pensa: se já é complexo presentear alguém que não conhecemos, imagina criar um produto ou uma marca sem entender quem são as pessoas que vão consumir.

Criar com empatia não é frescura de livro de autoajuda. É estratégia que custa pouco e vale muito! Sabe aquele rango bom que tu comeu num restaurante e já queria voltar lá na semana seguinte? Aquele carro que você testou e ficou desejando por dias? Ou aquele atendimento que faz você buscar sempre a mesma empresa ou pessoa? Isso é empatia!

Não é propaganda. Não é sorte. É uma experiência de verdade conectando pessoas com verdade. E quem cria essas experiências não precisa ser o mais barato da vitrine pra se destacar. Quem entrega sentimento autêntico não entra na guerra de preço. Cria desejo. Cria lealdade. Cria uma marca viva.

E se as marcas pudessem enxergar o mundo pelos olhos das pessoas? Esse é o poder da empatia.

Popularmente, empatia é entendida como a "atitude de respeitar os sentimentos alheios" ou "se colocar no lugar do outro". No dicionário, pode ser definida como uma competência para compreender o significado de um objeto, geralmente uma obra, como um quadro ou escultura.

Na psicologia, é uma ferramenta de interpretação dos comportamentos e emoções humanas. Na sociologia, é o meio pelo qual o indivíduo compreende o "eu social" a partir de três lentes:

Etimologicamente, a palavra empatia vem do grego "empatheia", com sentido de paixão. E essa palavra poderia ser a chave de tudo aqui, afinal, conquistar pessoas apaixonadas deveria ser o maior objetivo de qualquer organização.

Mas o que atrapalha muita empresa é isso: gestores focados demais nos números acabam ignorando o impacto da empatia nos negócios.

No livro Empatia (2017), publicado pela Harvard Business School, o autor Daniel Goleman apresenta o conceito de tríade empática, dividida em três dimensões:

Essas três formas, emocional, cognitiva e compassiva, são como ferramentas invisíveis que permitem às pessoas ouvir com mais que os ouvidos, enxergar com mais que os olhos e se conectarem de verdade. Se as pessoas desenvolvem essas habilidades, as marcas também podem!

Conheça a tríade empática das marcas

Marcas também podem aplicar a tríade empática para enxergar a si mesmas, os concorrentes e os consumidores com mais profundidade.

Primeiro, enxergar-se de acordo com a opinião das pessoas:

Segundo, enxergar os concorrentes de acordo com a opinião das pessoas:

Terceiro, enxergar as pessoas de acordo com elas próprias:

Marcas com postura empática colhem resultados além do financeiro. Elas são amadas, valorizadas e capazes de conquistar a mente e o coração das pessoas. Empatia não é só o que o mercado procura, é o que torna as marcas mais humanas. E talvez, no fim das contas, seja isso que o mundo realmente precisa.

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