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Quem é Zé Paulo Gomes, Designer e Consultor de Marcas?

Quando digo que sou designer, uso a palavra no sentido mais amplo: do latim designare, aquele que projeta com intenção.

Zé Paulo Gomes 24 de setembro de 2026 11 min de leitura

Quem é Zé Paulo Gomes, Designer e Consultor de Marcas?

Fala, pessoa que empreende! Eu sou o Zé Paulo Gomes, mas pode me chamar de Zé. Sou designer, escritor, instrutor, palestrante e consultor de marcas credenciado no SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins.

Estou habituado a lidar com pressão. Da necessidade de resultado rápido do pequeno negócio à proteção da reputação de grandes marcas em projetos nacionais e internacionais. Pelo SEBRAE, atendo o MEI que faz tudo sozinho e também grandes instituições, como: ICMBio, Prefeituras, Secretarias de turismo e União Europeia. As instituições mencionadas são partes interessadas em projetos que conduzi, como a Rota Carajás, a marca do destino turístico Serra Pelada e a Rota Gastronômica de Parauapebas.

Design é projetar com intenção

Quando digo que sou designer, muita gente me imagina desenhando no computador. Mas isso é só a parte que aparece. Eu uso a palavra no sentido mais amplo: do latim designare, aquele que projeta com intenção. Design é o ato de designar a forma de um objeto, processo, produto, mensagem, marca. Tudo o que precisa de forma passa pela mão de um designer.

O design começa no pensamento, e a ação só dá forma ao que foi planejado antes. Um preço bem calculado é design. Um atendimento que não deixa o cliente esperando também, assim como um posicionamento que faz a pessoa escolher você sem pedir desconto. O logo vem depois, para vestir tudo isso. Como escrevi no Marcas da Empatia, quem começa pelo logo costuma terminar com uma casca bonita em cima de um negócio sem alicerce.

Os livros chamam isso de design thinking: entender as pessoas, definir bem o problema, gerar ideias, testar rápido e barato e só então escalar. Eu prefiro explicar do jeito que qualquer dono de negócio entende: pensar antes de fazer, sempre de olho em quem vai comprar.

É isso que eu chamo de Design Estratégico. Desenho o que está por trás dos processos, do preço, da cultura e do posicionamento de mercado do seu negócio.

Quem me vê hoje numa sala do SEBRAE ou na mesa de reunião de um projeto grande talvez não imagine por onde eu comecei. Então deixa eu te contar, porque cada coisa que eu ensino tem origem nessa história.

Comecei vendendo cartão de porta em porta na W3 Sul e Norte

Meu primeiro emprego na área foi na Gráfica e Editora Paranaíba, em 2009, como arte-finalista. Eu preparava os arquivos para impressão: fotolito, gravação de chapa, cor ajustada para o offset. Era a ponta final do processo criativo. O que chegava pronto precisava sair certo da máquina, e qualquer erro virava papel no lixo e prejuízo para o cliente.

Só que ser arte-finalista não dava dinheiro, brother! Dava para viver bem, mas eu sonhava em ter mais. Certo dia, um candango falador e sorridente me explicou o que era terceirização gráfica. Era o Gladson, vulgo "Sucesso". Com ele aprendi que quem vende ganha mais do que quem faz.

Todo mês, eu atravessava as Asas Sul e Norte do Plano Piloto, em Brasília, de porta em porta. Anunciar na televisão ou no rádio era privilégio de poucos. Nesse cenário, as gráficas dominavam: a publicidade impressa era o modelo de mídia mais acessível. Turistas ganhavam cartões-postais de Brasília com o logo das marcas para levar como lembrança. Calendários eram impressos para lembrar as pessoas de suas datas especiais. Panfletos eram vendidos para divulgar promoções em massa. Os outdoors lembravam o cliente do que ele queria ou precisava, em lugares onde ele jamais esperaria.

Eu não tinha a máquina, mas entendia que, se comprasse o papel direto com o fornecedor, gravasse a chapa e terceirizasse a impressão para uma gráfica, um cartão de visitas que me custava 35 reais para produzir poderia ser revendido por 200. Se adicionasse a arte, o preço subia para 300 e chegava a 400 com BOPP e verniz, acabamentos considerados de alto padrão.

Foi aí que descobri o universo das agências de publicidade: pessoas do mercado corporativo que pareciam celebridades, pois eram responsáveis por movimentar a economia e produzir campanhas dignas de reconhecimento nacional, como o Prêmio Colunistas, e mundial, como o Cannes Lions.

Mas era uma realidade distante para um menino inexperiente do interior. Então eu decidi intraempreender.

Intraempreender: crescer dentro da empresa de outra pessoa

Em 2011, fiz o meu primeiro teste em uma agência de publicidade. Eu nunca tinha visto um iMac na vida. Aprendi o básico em poucos minutos no YouTube, o diretor de arte me passou o briefing e eu passei o dia todo criando. Fui contratado. Entrei como assistente de arte júnior, ainda finalizando arquivos. Nos cinco anos seguintes, passei por agências de eventos, varejo, digital, live marketing e gastronomia. Em cada uma, subi um degrau: diretor de arte júnior, pleno, sênior e, depois, coordenador de criação.

Existe um nome para isso: intraempreendedorismo, que é empreender dentro do negócio dos outros. Você assume o projeto como dono, propõe antes de alguém pedir e responde por mais do que o crachá diz. Foi assim que saí da finalização de arquivos para coordenar uma equipe de criação.

Da agência dos outros para a minha

Em 2016, fundei minha primeira agência, a GarniZé Propaganda. Ela evoluiu e, em 2017, se tornou a TOVAP, que hoje se chama TOVAP Marcas e Publicidade e fica em Marechal Deodoro, Alagoas. Pela TOVAP, já criei marcas para clientes no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Eu não vou mentir: no começo, errei feio. Contei isso no Encontre um MEIo:

"Existem dois tipos de MEI que fecham as portas: os que não vendem e os que não lucram com aquilo que vendem. Já fui os dois. Adotava estratégias de preço agressivas pra dominar o mercado. Atendia construtora por um terço do valor que deveria cobrar, anunciava shopping center na televisão sem receber bônus de veiculação. Eu tinha a fachada, mas sentia que trabalhava demais e continuava sem dinheiro. Dominei por um tempo, perdi todos os meus clientes e aprendi uma dura lição: custo não perdoa sonho."

É por isso que a precificação aparece em tudo o que eu ensino, do livro à oficina.

Gestão de marketing em contas grandes

Mesmo com agência própria, continuei intraempreendendo. Por cinco anos, fui o gestor de marketing terceirizado do Palmas Shopping, no Tocantins, responsável pelas campanhas de ponta a ponta: slogan, key visual, peças impressas e digitais e a mídia interna.

Depois, conduzi o reposicionamento da Niceplanet Assessoria em Conformidade, multinacional do agronegócio. Fui da pesquisa de mercado à nova identidade visual, passando pelo tom de voz e por toda a comunicação da marca. Nos dois casos, entrei como parceiro de fora e cuidei da marca como se fosse minha.

Grandes instituições que atendi pelo SEBRAE

Pelo SEBRAE Pará, conduzi projetos de território em que os clientes ou as partes interessadas eram grandes instituições: o ICMBio, prefeituras, secretarias de turismo e a União Europeia, além do próprio SEBRAE.

Rota Carajás: posicionamento, marca e site oficial do destino, com o ICMBio e a Prefeitura de Parauapebas. Para criar a rota, fui pessoalmente a Parauapebas e fiz o percurso a pé.

Rota Gastronômica de Parauapebas: guia e descrições dos restaurantes, também com a Prefeitura de Parauapebas e o ICMBio.

Serra Pelada: marca do destino turístico, site e conteúdo, com a Prefeitura de Curionópolis.

Mapa turístico de Conceição do Araguaia.

Projeto Origens.

Em projetos assim, cada parte interessada tem a própria reputação em jogo. A minha vai junto.

O pequeno negócio me manteve no chão

Enquanto isso, eu vivia o outro lado do balcão. Já fui MEI e sei o que é tocar um negócio sem equipe: vender, entregar, cobrar, postar e ainda arranjar tempo para pensar na marca. Sei como funciona a sala de reunião de uma multinacional e a de um órgão público. E conheço a rotina de quem abre a porta às seis da manhã com conta para pagar. Essa soma de projeto grande com pequeno negócio é o que molda o meu jeito de pensar marketing.

Em todos esses anos, vi muita empresa abrir e fechar. Acompanhei empreendedor com produto bom passando sufoco porque não tinha o básico, e empresa queimando dinheiro em publicidade para vender produto ruim. Conheci muita gente competente, com potencial para realizar o que sonhava, travando sem saber por quê.

Nunca foi medo. Sempre foi falta de direção.

Por isso, hoje, como instrutor, palestrante e consultor credenciado no SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins, trabalho para democratizar o acesso ao ensino prático entre MEIs e pequenos negócios, com métodos que cabem no tempo, no bolso e na realidade de quem faz tudo sozinho. A oficina DIGIT@MEI nasceu no SEBRAE Alagoas e hoje chega aos quatro estados.

Os livros voltaram para a gráfica

Tudo o que aprendi nesse caminho virou dois livros: Marcas da Empatia e Encontre um MEIo. Neles, os exemplos partem do chão, de marcas que eu ajudei a criar e posicionar, com gente que paga boleto, erra, corrige e continua.

Os primeiros exemplares foram impressos na Paranaíba, a mesma gráfica que me deu a primeira oportunidade. O arte-finalista que preparava o arquivo dos outros voltou lá para imprimir o próprio livro.

Junto com os livros, deixo no site, de graça, as ferramentas de precificação e de posicionamento de marca que uso nas minhas consultorias.

A formação veio depois da prática

Concluí a graduação em Marketing em 2022, com mais de uma década de mercado nas costas. Depois vieram o MBA em Branding e, agora, a pós-graduação em Marketing de Turismo, que conversa com os projetos de destino que desenvolvo no Pará.

Fiz tudo isso nas madrugadas, dormindo tarde e acordando cedo, equilibrando o desejo de crescer com a necessidade de pagar as contas e existir. Não tenho vergonha nenhuma de ter me formado numa universidade pequena e a distância. Nunca entrei numa sala de aula atrás de diploma; eu ia atrás de conhecimento. E estudar depois da prática tem uma vantagem: cada conceito novo já chega com um cliente na memória.

Eu vivi e ainda vivo a dor de quem empreende sozinho. A diferença é que hoje meu relacionamento com o mercado melhorou e a minha marca segue se consolidando.

Como trabalho hoje

Na prática, atuo em duas frentes: pelo SEBRAE, com MEIs e pequenos negócios, e como parceiro estratégico, em projetos de grande porte de empresas e de órgãos públicos.

Muita gente me pergunta como me contratar sem pagar o valor cheio de uma consultoria. A resposta é o SEBRAE. A instituição não tem consultor de marcas na folha: credencia profissionais de fora e contrata por demanda, quando uma empresa precisa de um serviço específico. Em vários programas, o empreendedor paga só uma parte do valor, e o resto é subsídio.

Sou credenciado em quatro estados, cada um com o seu caminho:

SEBRAE Alagoas: Sebraetec (TEC), para projetos de marca e design com subsídio, e SGF, para consultorias, oficinas e palestras dentro dos programas da unidade.

SEBRAE Sergipe: Sebrae Consult, consultoria individual com pacote de horas subsidiado.

SEBRAE Pará: SGF e Sebraetec, para consultoria individual, projetos coletivos de território e identidade visual.

SEBRAE Tocantins: SGF e Sebraetec, no mesmo formato do Pará.

Por esses programas, entrego identidade visual, posicionamento de marca, produção de vídeos para redes sociais, consultoria de branding, de marketing e de inovação, palestras e oficinas de marketing digital. Para pedir, procure a unidade mais perto de você, diga o que a sua empresa precisa e cite o meu nome, Zé Paulo Gomes. Se preferir, me chame no WhatsApp primeiro: eu explico qual programa se encaixa no seu caso. O passo a passo completo, estado por estado, está no artigo Como me contratar pelo SEBRAE em Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins.

Fora desses quatro estados, ou para quem quer contratar direto, o atendimento é pela TOVAP Marcas e Publicidade, presencial em Alagoas e a distância para qualquer lugar do Brasil. Pela agência, os mesmos serviços valem para qualquer negócio, mais registro de marca no INPI, criação de sites e a Marca Completa em 30 dias.

Nos projetos de grande porte, entro como parceiro estratégico e conduzo o trabalho com uma equipe montada por mim ou dirigindo o time do próprio cliente.

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E você pode ter acesso aos dois de forma gratuita: o Encontre um MEIo neste site e a oficina em parceria com o SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins.