Serra Pelada
22/09/2026
Ler agoraQuando digo que sou designer, muita gente imagina alguém desenhando logo no computador. Isso é só a parte que aparece.
Zé Paulo Gomes 24 de setembro de 2026 9 min de leitura
Fala, pessoa que empreende! Eu sou o Zé Paulo Gomes, mas pode me chamar de Zé. Sou designer, escritor, instrutor, palestrante e consultor de marcas credenciado no SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins. Também sou contratado como parceiro estratégico para conduzir projetos de grande porte.
Quando digo que sou designer, muita gente imagina alguém desenhando logo no computador. Isso é só a parte que aparece. Eu uso a palavra no sentido mais amplo: do latim designare, aquele que projeta com intenção. Design é o ato de designar a forma de um objeto, processo, produto, mensagem, marca. Tudo o que precisa de forma passa pela mão de um designer.
O design começa no pensamento, e a ação só dá forma ao que foi planejado antes. Um preço bem calculado é design. Um atendimento que não deixa o cliente esperando também, assim como um posicionamento que faz a pessoa escolher você sem pedir desconto. O logo vem depois, para vestir tudo isso. Como escrevi no Marcas da Empatia, quem começa pelo logo costuma terminar com uma casca bonita em cima de um negócio sem alicerce.
Os livros chamam isso de design thinking: entender as pessoas, definir bem o problema, gerar ideias, testar rápido e barato e só então executar. Eu prefiro explicar do jeito que qualquer dono de negócio entende: pensar antes de fazer, sempre de olho em quem vai comprar.
É isso que eu chamo de Design Estratégico. Desenho o que está por trás dos processos, do preço, da cultura e do posicionamento de mercado do seu negócio.
Quem me vê hoje numa sala do SEBRAE ou na mesa de reunião de um projeto grande talvez não imagine por onde eu comecei. Então deixa eu te contar, porque cada coisa que eu ensino tem origem nessa história.
Meu primeiro emprego na área foi na Gráfica e Editora Paranaíba, em 2009, como arte-finalista. Eu preparava os arquivos para impressão: fotolito, gravação de chapa, cor ajustada para o offset. Das minhas mãos saíam cartões de visita, panfletos, folders, sacolas e adesivos de frota.
Era a ponta final do processo criativo. O que chegava pronto precisava sair certo da máquina, e qualquer erro virava papel no lixo e prejuízo para o cliente. Foi ali que entendi que design bonito que não funciona na prática custa dinheiro.
Foi também na gráfica que vi um guru pela primeira vez. Um sujeito de ar superior, falando pausado, e um empresário de sucesso consultando o cara até para decidir a cor, o preço e o acabamento de um impresso. Aquela cena me marcou tanto que virou a abertura do Encontre um MEIo. O mercado se encheu de gente assim: "Gente que nunca sujou a mão de graxa querendo ensinar o mecânico a consertar um motor."
Em 2011 fui para Brasília trabalhar em agência de publicidade. Entrei como assistente de arte júnior, ainda finalizando arquivo. Nos cinco anos seguintes, passei por agências de eventos, varejo, digital, live marketing e gastronomia. Em cada uma, subi um degrau: diretor de arte júnior, pleno, sênior e, depois, coordenador de criação.
Existe um nome para isso: intraempreender, que é empreender dentro do negócio dos outros. Você assume o projeto como dono, propõe antes de alguém pedir e responde por mais do que o crachá diz. Foi assim que saí da finalização de arquivos para coordenar uma equipe de criação.
Da agência dos outros para a minha
Em 2016 fundei minha primeira agência, a GarniZé Propaganda. Ela evoluiu e, em 2017, se tornou a TOVAP, que hoje se chama TOVAP Marcas e Publicidade e fica em Marechal Deodoro, Alagoas. Pela TOVAP já criei marcas para clientes no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Eu não vou mentir: no começo, errei feio. Contei isso no Encontre um MEIo:
"Existem dois tipos de MEI que fecham as portas: os que não vendem e os que não lucram com aquilo que vendem. Eu já fui os dois. Adotava estratégias de preço agressiva pra dominar o mercado. Atendia construtora por um terço do valor que deveria cobrar, anunciava shopping center na televisão sem receber bônus de veiculação. Eu tinha a fachada, mas sentia que trabalhava demais e continuava sem dinheiro. Dominei por um tempo, perdi todos os meus clientes e aprendi uma dura lição: custo não perdoa sonho."
É por isso que a precificação aparece em tudo o que eu ensino, do livro à oficina.
Mesmo com agência própria, continuei intraempreendendo. Por cinco anos, fui o gestor de marketing terceirizado do Palmas Shopping, no Tocantins, responsável pelas campanhas de ponta a ponta: slogan, key visual, peças impressas e digitais e a mídia interna.
Depois, conduzi o reposicionamento da Niceplanet Assessoria em Conformidade, multinacional do agronegócio. Fui da pesquisa de mercado à nova identidade visual, passando pelo tom de voz e por toda a comunicação da marca. Nos dois casos, entrei como parceiro de fora e cuidei da marca como se fosse minha.
Enquanto isso, eu vivia o outro lado do balcão. Já fui MEI e sei o que é tocar um negócio sem equipe: vender, entregar, cobrar, postar e ainda arranjar tempo para pensar na marca. Sei como funciona a sala de reunião de uma multinacional. E conheço a rotina de quem abre a porta às seis da manhã com conta para pagar. Essa soma de grande agência com pequeno negócio é o que molda o meu jeito de pensar marketing.
Em todos esses anos, vi muita empresa fechar e abrir. Acompanhei empreendedor com produto bom passando sufoco porque não tinha o básico, e empresa queimando dinheiro em publicidade para vender produto ruim. Conheci muita gente competente, com potencial para realizar o que sonhava, travando sem saber por quê.
Por isso, hoje, como instrutor, palestrante e consultor credenciado no SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins, trabalho para democratizar o acesso ao ensino prático entre MEIs e pequenos negócios, com métodos que cabem no tempo, no bolso e na realidade de quem faz tudo sozinho. A oficina DIGIT@MEI nasceu no SEBRAE Alagoas e hoje chega aos quatro estados.
Pelo SEBRAE Pará, participei de projetos de território, como a Rota Carajás e a marca do destino turístico Serra Pelada. Para criar a Rota Carajás, fui pessoalmente a Parauapebas e fiz a rota a pé.
Tudo o que aprendi nesse caminho virou dois livros: Marcas da Empatia e Encontre um MEIo. Neles, os exemplos partem do chão, de marcas que eu ajudei a criar e posicionar, com gente que paga boleto, erra, corrige e continua.
Os primeiros exemplares foram impressos na Paranaíba, a mesma gráfica que me deu a primeira oportunidade. O arte-finalista que preparava o arquivo dos outros voltou lá para imprimir o próprio livro.
Junto com os livros, deixo no site as ferramentas de precificação e de posicionamento de marca que uso nas minhas consultorias, de graça.
Concluí a graduação em Marketing em 2022, com mais de uma década de mercado nas costas. Depois vieram o MBA em Branding e, agora, a pós-graduação em Marketing de Turismo, que conversa com os projetos de destino que desenvolvo no Pará.
Fiz tudo isso nas madrugadas, dormindo tarde e acordando cedo, equilibrando o desejo de crescer com a necessidade de pagar as contas e existir. Não tenho vergonha nenhuma de ter me formado numa universidade pequena e a distância. Nunca entrei numa sala de aula atrás de diploma; eu ia atrás de conhecimento.
Eu vivi e ainda vivo a dor de quem empreende sozinho. A diferença é que hoje meu relacionamento com o mercado melhorou e a minha marca segue se consolidando. E estudar depois da prática tem uma vantagem: cada conceito novo já chega com um cliente na memória.
Na prática, atuo em duas frentes: pelo SEBRAE, com MEIs e pequenos negócios, e como parceiro estratégico, em projetos de grande porte.
Muita gente me pergunta como me contratar sem pagar o valor cheio de uma consultoria. A resposta é o SEBRAE. A instituição não tem consultor de marcas na folha: credencia profissionais de fora e contrata por demanda, quando uma empresa precisa de um serviço específico. Em vários programas, o empreendedor paga só uma parte do valor, e o resto é subsídio.
SEBRAE Alagoas: Sebraetec (TEC), para projetos de marca e design com subsídio, e SGF, para consultorias, oficinas e palestras dentro dos programas da unidade.
SEBRAE Sergipe: Sebrae Consult, consultoria individual com pacote de horas subsidiado.
SEBRAE Pará: SGF e Sebraetec, para consultoria individual, projetos coletivos de território e identidade visual.
SEBRAE Tocantins: SGF e Sebraetec, no mesmo formato do Pará.
Por esses programas, entrego identidade visual, posicionamento de marca, produção de vídeos para redes sociais, consultoria de branding, de marketing e de inovação, palestras e oficinas de marketing digital. Para pedir, procure a unidade mais perto de você, diga o que a sua empresa precisa e cite o meu nome, Zé Paulo Gomes. Se preferir, me chame no WhatsApp primeiro: eu explico qual programa se encaixa no seu caso. O passo a passo completo, estado por estado, está no artigo Como me contratar pelo SEBRAE em Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins.
Fora desses quatro estados, ou para quem quer contratar direto, o atendimento é pela TOVAP Marcas e Publicidade, presencial em Alagoas e a distância para qualquer lugar do Brasil. Pela agência, os mesmos serviços valem para qualquer negócio, mais registro de marca no INPI, criação de sites e a Marca Completa em 30 dias.
Nos projetos de grande porte, entro como parceiro estratégico e conduzo o trabalho com uma equipe montada por mim ou dirigindo o time do próprio cliente.
Oficina DIGIT@MEI
E você pode ter acesso aos dois de forma gratuita: o Encontre um MEIo neste site e a oficina em parceria com o SEBRAE Alagoas, Sergipe, Pará e Tocantins.